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Comunidade Angolana na Baviera e.V
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Entrevista do João Quipipa Dias, Secretário da CABe.V à Rádio B2 (Rádio Bayern 2) em Munique
Na senda das entrevistas, é agora a vez de transcrevermos a primeira entrevista do senhor João Quipipa Dias (na foto), Secretário da CABe.V concedida á Rádio B2 (Rádio Bayern 2) em Munique no dia 5 de Março de 2009. Acompanhado com o Samuel Nzombo, Secretário da Juventude e Desporto da CABe.V, a Entrevista teve a duração de 20 minutos. B2-Poderia apresentar-te por favor? SG- Bom dia, chamo-me Senhor João Quipipa Dias, casado, tenho dois filhos. Sou Secretário Geral da CABe.V, (Comunidade angolana) e Representante dos Quadros angolanos na Baviera. vivo na Alemanha (Munique) a mais de 17 anos. Conclui com êxitos a profissão de Informática e sou estudante de economia e Informatica na Universidade técnica de Munique. B2- Senhor Secretário Geral, Gostava que começasse por explicar aos leitores o que é a CABe.V ? SG- A CABe.V, é Comunidade Angolana oficialmente regista na Baviera, ela é uma Comunidade autónama ou pública que presta serviços, desenvolve e promove a identidade sócio- cultural angolana às comunidades angolanas no seio da sociedade alemã e outras comunidades registadas na Baviera sem fins lucrativos, ou seja, tudo que ela arrecada quer em contribuições dos seus membros e associados, quer em doações referentes a prestação de actividades sócio-culturais, desportivas ou outras, depois de balanços transparentes e periódicos, tendo em conta as despesas fixas e certas remunerações, o seu património é inteiramente canalizado no objetivo comum que é a existência e o fortelecimento da CABe.V (Comunidade angolana registada no Estado Livre da Baviera). B2-Quantos membros tem a Comunidade que dirige e quais são os vossos objectivos? SG- A nossa Comunidade tem cerca de 95 membros, é constituída por um Conselho de Representantes que assiste e supervisina os trabalhos do Secretário Geral. Neste Conselho estão Representados 5 membros com diferentes opções políticas e sociais. Temos um Secretáriado Executivo que é uma composição de vários Secretários e Representantes Regionais entre eles: o Vice Secretário Geral, Joaquim Gongolo, o da Informação e Marketing, José João Miguel, Juventude e Desporto, Samuel Nzombo, Promo ção da Mulher, Madalena Gourgel, Assuntos Comunitários Domingos Bernardo, assim Como os Representantes da CABe.V em Augsburg Paulo António Manuel, Representante em Nürnberg, em Würzburg, em Regensburg Cesar e finalmente o Representante da CABe.V em Rosenheim Patrick Eduardo dos Santos. Sómos uma Comunidade autónama ou pública que presta serviços, desenvolve e promove a identidade sócio-cultural angolana ás nossas comunidades angolanas e não só, trabalhamos sim, para o relançamento da nossa cultura em toda a dimensão da Alemanha, especialmente na Baviera isto é, de Passau à Hof e sem fins lucrativos. Para este ano projectamos um grande Evento cultural que culminará com a realização do I. Evento Miss Angola na Alemanha que terá lugar em Julho e gostaria em nome da CAB e.V formular-lhes um Convite para a Cobertura deste tão importante Evento. Temos agendado uma Conferência das Comunidades. Neste ponto estámos em contacto intenso com a Embaixada para facilitar-nos os contactos doutras Comunidades Angolanas registadas. Nós entendemos que estámos num século que para além da globalização que obriga-nos a mudar todas as estratégias, não podemos tomar decisões sem a consulta e a discussão ampla com as massas quem fazem parte das nossas comunidades. Tal como é o nosso objectivo fundamental, nós angolanos na diáspora não temos outra alternativa de vida que nos unirmos fortemente, indepentemente das nossas opções individuais e enviarmos o sinal para Angola que o desenvolvimento do nosso país não está apenas a ter lugar no interior mas sim também na diáspora. B2-Quanto tempo dura o teu mandato e quais são os teus planos para o futuro? SG-O meu mandato termina em Julho de 2010 e não pretendo recandidatar-me. Eu quero dar o meu contributo no desenvolvimento do nosso país por isso estou a preparar o meu regresso assim que as condições permitam. B2- Como conseguiste chegar na Alemanha e porque abandonaste Angola? SG-Cheguei na Alemanha com um visto que era destinado para a Checoslovaquia mas com o Bilhete que tinha escala em Munique e daí interrompi a viagem e acabei por ficar numa das Cidades mas bonitas e seguras da Alemananha. Saí de Angola porque eu estava em idade de cumprir a serviço militar obrigatório, numa época da guerra civíl e como eu nunca concordei com a guerra, sejam eles quais os objectivos e além disso, foram irmãos da mesma terra e do mesmo sangue que matavam-se entre eles. Todavis, depois de um tempo na Alemanha entendi que um lado lutava para implementação um sistema político democratico com um sistema sócio-económico de mercado livre e outros lutavam para enduracer um sistema político unipartidário com uma economia centralizada. B2-O que que viste de Concreto durante a Guerra e sera que as Criancas tinham um tratamento especial durante a Guerra? São muitos anos passados e eu não tive a infelicidade de ver massacres mas eu acho que a guerra tem a mesma imagem isto é mortes, familias desamparadas , minas bombas em todos os sitios assim como muitas crianças, mulher e homens ficaram inocentemente mutilados. As crianças não tinham nenhum tratamento especial eles faziem parte da guerra como qualquer um e se eles não podessem pegar em Armas eram encumbidos outras tarefas. SG-Quais são as consequências da guerra em Angola? As infra-estruturas foram completamente danificadas ,familias destruidas, Angola é o país com o maior número de minas anti- pessoais e mutilados, o dinheiro que deviamos aproveitar para construir escolas e hospitais era utilizado para a compra de armamento, aumento da criminidades e corrupcao. B2-podia falar de concreto sobre os problemas de saúde, e da criminalidade em Angola? SG-No nosso país existe em cada municipio apenas um médico e num municipio vivem cerca de 2.000 a 3.000 habitantes os medicamentos que deveriam aguentar os hospitais aparecem nos mercados a serem vendidos a preços exorbitantes, os hospitias estão em más condições por falta de equipamento e quadros capazes. Vou lhe citar apenas um exemplo eu estivi em Luanda a dois meses atras e apecebi me através de vários meios de difusão massiva que uma senhora acabava de dar o parto junto a portaria do hospital porque a mesma não tinha consigo três mil quanzas equivalente a (1,80 Euro) para pagar o tratamento. Isto mostra mais uma vez a dimensão da corrupção generalizada em Angola. A corrupção consequentemente a falta de direitos humanos e liberdade de imprensa são fenómenos que estão a mutilar o nosso desenvolvimento. Os governantes europeus por não denunciarem ou pelo menos abordarem sobre estes assuntos com o nosso governo estámos a transformar Angola numa China de África. Um dos Motivos que origina a criminalidade é o desemprego e a falta de perspectivas para o futuro dos cidadãos e do próprio país. Os dados oficiais sublinham que em Angola 80% são desempregados e 70% dos jovens não estão capacitados e não sabem como contribuirem para o desenvolvimento do país por falta de ocupação. Apesar dos esforços que o governo tem feito que ainda não são suficientes, é preciso elaborar um programa de apoio à juventude que possibilita todos os jovens terem acesso a uma profissão independentemente das suas capacidades e meio social. Se a nossa economia está acima das metas das economias de países desenvolvidos, então devia ser o momento de todos os angolanos usufruirem deste fenómeno temporal, infelizmente esta subida não tem mudado a vida dos angolanos nos bairros periféricos e sobretudo nas nossas provincias, municípios e comunas que ainda reclamam por falta de água potável, medicamentos, alimentação, luz etc. São vários os factores que originam os problemas em Angola mas um deles é sem dúvida a corrupção e no nosso país não haverá bem-estar para todos enquando primeiramente não mudarmos esta mentalidade corrupta. B2-Papa Benedikt XVI visitará Angola, sabes quê será desta visita e qual é a prespectiva que os angolanos esperam dela? SG-Em Angola a religião tornou se negócio e eu acho que a maioria ja não vão à igreja para pedir a Deus mas sim porque pensam que indo à igreja a vida vai melhorar, situação essa que não acontece, muito pelo contrário os participantes pagam quantias que ninguém sabe da sua finalidade e eu acho a presença do nosso Pontíface no nosso país vai repôr sobretudo a base tradicional ou inicial da religião católica em Angola. Estou convicto que terá uma recepção calorosa se levarmos em consideração de que a maioria da população angolana é católica e eu pessoalmente espero do Papa que encorage os representantes religiosos angolanos a tomarem uma posição clara em certos assuntos como por exemplo sobre a reconstrução nacional, assim como sobre a aprovação da nova Constituição em curso. Até agora a igreja catolica não tem estado activa e eu acho que uma nova Constituição significa a nascência de uma nova República e todos angolanos independentemente das suas cores partidárias, religiosas e êtnias deviam fazer parte nesta discussão. Espero também que o Papa fala dos Direitos Humanos da Liberdade de Imprensa temas estes que foram esquecidos durante a visita da sua Excelência Senhor Presidente da República aquando sua visita de estado na Alemanha Federal. B2-Os outros angolanos até aqui entrevistados dizem que a visita do Papa trará esperânças para os angolanos. Você também partilha esta opinião? SG-Não estou de acordo, acho que nós sabemos o que aconteceu no nosso país depois da visita do falecido Papa João Paulo II, não digo que vai acontecer o mesmo porque estámos numa outra época. Eu como angolano que partilho a ideia de que sómos capaz, não posso esperar esperânças no Pontíface mas sim, cada um de nós devia estar consciente de que só unindo as nossas forças, ideias , inteligência e deixarmos de ignorância e o cruzar dos braços desenvolveremos rapidamente o nosso país e com isto criaremos a esperânça de um futuro melhor para todos no nosso país. Nós lutamos e nos matamos entre nós e entre nós também temos que reconstruir o nosso país e discutirmos abertamente sobre a solução dos nossos problemas. Desejo ao Pontíface boa estadia em Angola, nosso país. B2-Quê me espera se eu tiver que fazer férias em Angola? Se visitares Angola como país terás a oportunidade de observares diversas ricas e lindas paisagens naturais. A nossa cultura e tradição que pese embora a ex-colonização não deixou de evoluir e aconselho-te a não te hospedares apenas em Luanda. Se viajares em Angola com a intenção de acompanhar o modo de vida do povo angolano verás logo de imediáto que o clubo entre o pobre e o rico está cada dia a aumentar. A miséria, o líxo na nossa capital tornou-se um fenómeno incontornável mas, nem com isto, o angolano continua alegre e a subir como se diz na nossa giria. Muito obrigado. João Quipipa Dias entrevista postada aos 06.03.09
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